Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Domingo, 18 de Março de 2012
Abdicar da nacionalidade
Já se sabia que este país não é para os que ficam, mas agora fica claro que também não é para os que emigram. Próximo passo para evitar o caminho para a servidão é abdicar da nacionalidade.
Sábado, 3 de Março de 2012
GERHARD RICHTER PAINTING
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Cindy Sherman


O Museu de Arte Moderna de Nova York mostra, até 11 de Junho, uma retrospectiva da obra de Cindy Sherman, compreendendo fotografias (cerca de 170) desde meados dos anos 70 e incluindo algumas das mais importantes séries da artista tais como "Untitled Film Stills" (1977–80), centerfolds (1981), e history portraits (1988–90). Poder-se-à ver quase toda a obra da artista no site do MoMA, aqui.
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Sundance Film Festival


Decorre até 29 deste mês. Muito interessantes as propostas, as instalações e as performances. Ver mais aqui.
Sábado, 31 de Dezembro de 2011
Bill Viola (3)
Bom Ano!
Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Bill Viola (2)
Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Bill Viola
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Walter Benjamin


Até 5 de Fevereiro de 2012, pode ser viso no Musée d’art et d’histoire du Judaïsme, em Paris, a exposição Walter Benjamin Archives. A exposição reúne manuscritos, cadernos de notas, postais, envelopes, enfim, todo um conjunto de suportes efémeros que Benjamin usava para escrever os seus pensamentos ou os dos que lhe estavam próximos, numa permanente tentativa de sistematizar, organizar e arquivar o seu pensamento filosófico. Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892 no seio de uma família judía e suicidou-se a 26 de Setembro de 1940 nos Pirinéus, perto da fronteira franco-espanhola quando, na sua fuga, se confronta com a sua captura por uma patrulha alemã e o seu destino nos campos de morte nazis.
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Turner, Monet, Twombly - Later Paintings
Inaugura amanhã no Moderna Museet em Estocolmo uma das grandes exposições deste ano que seguirá em Fevereiro de 2012 para Estugarda e, ainda em 2012, para a Tate de Liverpool. Turner (1775-1851), Monet (1840-1926), Twombly (1928-2011) — Later Paintings, propõe o confronto e as ligações entre estes três grandes pintores dos últimos 150 anos na fase final da vida de cada um em que a intensidade dos trabalhos revela uma confiança própria da idade e, ao mesmo tempo, um forte sentido da mortalidade. Até 15 de Janeiro, a não perder.
Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Realismo
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011
Diário da guerra
O fundamentalismo muçulmano partilha de uma lógica semelha aos bolcheviques: a vanguarda, o partido, é que era tudo, o parlamentarismo e as eleições eram meramente instrumentais. Embora possa circunstancialmente ganhar peso eleitoral, como se viu com a FIS argelina e o Hamas e se pode vir a ver com a Irmandade muçulmana no Egipto, não é esse o seu principal modus operandi, nem o seu objectivo. Como todos os grupos extremistas, vive do fervor religioso e político, militantismo, lógica de grupo pequeno fechado, e de um discurso que pouco tem a ver com a realidade à volta, se entendida globalmente, mas com uma narrativa histórica, religiosa e profética, ancorada em parte da tradição islâmica, mas nem por isso menos autista. A lógica terrorista é semelhante à dos outros grupos terroristas, como a RAF ou as Brigadas Vermelhas. É a do grupúsculo mais interessado na "purificação" dos próximos, - os dirigentes "moderados" muçulmanos são um alvo primordial - e no aniquilamento dos inimigos, do que pela conversão das massas. A grande diferença é a pulsão apocalíptica que os movimentos assentes numa ideia de "luta de classes" ou nacionalistas não têm. A excepção é o nazismo que tinha igualmente uma componente apocalíptica.
Aqui.
XIV


Foto de Philippe Pache
A minha irmã Vilma odiava-me. Éva dizia a verdade; ardia entre nós uma espécie de ódio ancestral, uma paixão obscura e indefinível, cujo conteúdo se perdera no decurso dos anos. Não se poderia dizer com exactidão porque nos odiávamos — porque eu também a odiava, sem sentir necessidade de aduzir razões ou pretextos —, não se poderia dizer rigorosamente que actos seus me magoaram, ou o que dissemos uma à outra para assim nos dilacerarmos. Ela foi sempre a mais forte, inclusive a odiar. Se lhe tivessem perguntado porque me odiava tão ferozmente, depressa enumerava acusações e razões; mas nada disso explicava tal ódio. Esquecêramos os pretextos. Ficava a paixão, esse sentimento fogoso e denso que inundava com avalanchas de lama todos os domínios humanos, e, quando Vilma morreu, restavam-me paisagens desoladas em vez de ligações familiares.
Sándor Márai in A herança de Eszter, 2006.
Sábado, 3 de Setembro de 2011
Segredo
Foto de Siro Anton
Foto de Siro Anton
Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça
Nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche o anel
em redor do teu pescoço
Com as minhas longas
pernas
e a sombra do teu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
Nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar
Maria Teresa Horta in Poesia Reunida, 2009.
Terça-feira, 9 de Agosto de 2011
Sábado, 16 de Julho de 2011
A posse da beleza


Entre todos os lugares onde vamos, mas que não sabemos ver ou que nos deixam indiferentes, sobressaem por vezes alguns, cujo impacto irreprimível nos conquista, impondo-os à nossa atenção. Possuem essa qualidade a que costumamos dar o nome aproximativo de beleza. Esta pode nada ter de agradavelmente bonito, nem exibir o mais pequeno traço que os guias turísticos consideram belos panoramas. Talvez o nosso recurso àquela palavra seja apenas outra maneira de dizer que gostámos de certo lugar.
Houve muita beleza nas minhas viagens. Em Madrid, a poucos edifícios de distância do meu hotel, havia um terreno vago cercado de prédios de apartamentos e uma grande estação de serviço cor de laranja, onde se lavavam automóveis. Uma noite, cortando a escuridão um comboio muito comprido, elegante e quase vazio, passou uns quantos metros acima do telhado da estação de serviço, abrindo caminho a meia altura dos prédios de apartamentos. Com o seu viaduto perdido na noite, dir-se-ia que a composição flutuava acima do solo, proeza tecnológica que se afigurava menos inverosímil dadas as linhas futuristas do comboio e a pálida luz verde e fantasmagórica que se entornava pelas suas janelas. Portas adentro dos seus apartamentos, as pessoas estavam a ver televisão ou a tratar de alguma coisa na cozinha; entretanto, os poucos passageiros do comboio admiravam a cidade ou liam o jornal, no começo de uma viagem a Sevilha ou a Córdova que só alcançaria o seu destino muito depois das lavagens da louça terem chegado ao fim ou de os televisores se calarem. Os passageiros do comboio e os moradores dos apartamentos daqueles prédios pouca atenção prestavam uns aos outros; as suas vidas corriam sobre linhas que nunca se encontrariam, excepto por um breve momento na retina de um observador que fora dar uma volta, tentando escapar à tristeza do seu hotel.
Alain de Botton in A arte de viajar, 2004.
Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Twombly and Poussin: Arcadian Painters




“I would’ve liked to have been Poussin, if I’d had a choice, in another time.” Cy Twombly
Esta exposição apresenta um confronto único entre a pintura contemporânea de Cy Twombly e a pintura do século XVII de Nicolas Poussin. Embora separadas por três séculos, as obras destes autores têm em comum os temas de Venus e Eros, a Arcadia e a pastoral e a abordagem de figuras mitológicas como temas centrais. Até 25 de Setembro na Dulwich Picture Gallery, em Londres. Ler mais aqui.
Claude Cahun


O Jeu de Paume mostra até 25 de Setembro a obra de Claude Cahun, nascida Lucy Schwob (1894-1954). Os seus auto-retratos, reunidos agora e raramente vistos antes, revelam um sentido acutilante de "performance" quando a fotógrafa nos aparece vestida de mulher ou de homem, usando a imagem para expôr clichés de identidade feminina ou masculina. De 1920 a 1930, Claude Cahun cria um "teatro de objectos" usando sobreposições e fotomontagem e explorando o carácter simbólico e de de auto-metamorfose. Ver mais aqui.
Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
Sábado, 25 de Junho de 2011
Peter Falk (1927-2011)
Wings of Desire, 1987 (Wim Wenders)









