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sábado, 30 de janeiro de 2010

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes

Réunion 7 oct 2009 - Bloc Notes de Monumenta




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes

Tri vêtements 5 oct 2009 - Bloc Notes de Monumenta





quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes

Essais Lyon 21 sept 2009 - Bloc Notes de Monumenta



 
A ler

George Or
well: O que é a ciência? Aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

 
A ler

O Orçamento e a História: Aqui.

 
A ler

Nunca esta imagem foi tão actual. Aqui.

 
A ler

Pesadelo: aqui.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

 
Páginas notáveis (20)



Talvez te lembres de que, uma vez, há muito tempo, também viajei pelo Oriente; foi durante a minha lua-de-mel com a Krisztina. Viajávamos entre árabes e em Bagdad fomos convidados de uma família árabe. É gente de grande nobreza, e tu, que tens viajado pelo mundo, sabes bem isso. A sua altivez, o seu orgulho, o seu comportamento, o seu carácter apaixonado e a sua tranquilidade, a disciplina dos seus corpos e a consciência dos seus movimentos, os seus jogos e o brilho dos seus olhos, tudo reflecte uma nobreza de longa data, aquela nobreza antiga, quando o homem, no caos da criação, despertou pela primeira vez para a sua dignidade humana. Segundo uma teoria, a raça humana surgira por esses lugares, nas profundidades do mundo árabe, no princípio dos tempos, antes de aparecerem os povos, as tribos e as civilizações. Talvez por isso sejam tão orgulhosos. Não sei. Não entendo dessas coisas... Mas entendo algo do orgulho, e do mesmo modo como as pessoas, sem sinais distintivos exteriores, sentem que são do mesmo sangue e da mesma raça, senti durante aquelas semanas no Oriente que todos ali eram senhores, até os cameleiros sórdidos. Como te disse, morávamos na casa de uma família indígena, numa casa que parecia um palácio; éramos convidados de uma família árabe, por recomendação do nosso embaixador. Essas casas frescas, brancas... conhece-las? O pátio grande, onde decorre, sem cessar, a vida da família e da tribo, é, ao mesmo tempo, mercado, parlamento e o lugar do templo... Essa deambulação e desejo ávido de jogar que transparece em todos os seus movimentos. Essa inércia imponente e agressiva, atrás da qual se esconde o prazer de viver e a paixão, como a serpente entre as pedras imóveis, batidas pelo sol. Uma noite receberam convidados em nossa honra, convidados árabes. Até essa noite fomos tratados de um modo quase europeu, o nosso anfitrião era juíz e contrabandista, um dos homens mais ricos da cidade. Os quartos de hóspedes eram mobilados com mobília inglesa, a banheira era de prata pura. Mas essa noite vimos algo diferente. Os convidados chegaram depois do pôr-do-sol, todos eram homens, senhores e os seus criados. O fogo já ardia no meio do pátio e emanava um fumo cáustico, o fumo de esterco dos camelos que irritava os olhos. Todos se sentaram em silêncio em redor do fogo. A Krisztina era a única mulher entre nós. Depois trouxeram um cordeiro, um cordeiro branco, o dono da casa tirou a faca e, com um movimento que é impossível de esquecer, matou-o... Esse movimento não se pode aprender, esse movimento oriental que remete para aquela época em que o acto de matar tinha também um sentido simbólico, religioso, significava a união com algo essencial, com a vítima. Foi assim que Abraão ergueu a faca sobre Isaac no momento do sacrifício, com esse movimento imolaram os animais nos templos antigos diante do altar, do ídolo e do símbolo da divindade e também com esse movimento decapitaram São João Baptista... É um movimento muito antigo. No Oriente oculta-se nas mãos de todos os homens. Talvez o homem tivesse nascido com esse movimento, quando se separou daquele ser intermédio que foi, entre o animal e o ser humano... segundo a antropologia, o homem nasceu quando tinha a capacidade de dobrar o polegar e assim podia agarrar a arma e a ferramenta. Mas é possível que tudo começasse com a sua alma e não com o polegar; não posso saber isso... O árabe matou o cordeiro e naquele momento, esse homem velho, envolto num albornoz branco, sobre o qual nem uma única gota de sangue caiu, era como um grande sacerdote oriental no acto do sacrifício. Mas os seus olhos brilhavam, ele rejuvenesceu por um instante, e reinava um silêncio profundo em redor. Estavam sentados à volta do fogo, olhavam para o acto de matar, o brilho da faca, o corpo do cordeiro que se debatia, o sangue que jorrava em jacto e todos tinham os olhos resplandecentes. E nesse momento percebi que esses homens ainda vivem próximos do acto de matar, o sangue é-lhes uma coisa familiar, e o brilho da faca é um fenómeno tão natural para eles, como o sorriso de uma mulher ou a chuva.


Sándor Márai in As velas ardem até ao fim, 1999.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

 
Rapidinha premiada

Despacho n.º 26370/2009
Nos termos e ao abrigo no n.º 1 do artigo 2.º e no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 322/88, de 23 de Setembro, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto -Lei n.º 45/92, de 4 de Abril, nomeio a licenciada... (nome omitido) para exercer as funções de secretária pessoal do meu Gabinete, em regime de comissão de serviço.
Este despacho produz efeitos a
26 de Outubro de 2009.
4 de Novembro de 2009. — O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

Despacho n.º 26371/2009
Exonero, a seu pedido, por ir exercer outras funções públicas, a licenciada... (mesmo nome acima omitido) das funções de secretária pessoal do meu Gabinete, ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 322/88, de 23 de Setembro, sendo-me grato evidenciar a forma extremamente leal, competente e dedicada como desempenhou aquelas funções, bem como as excelentes qualidades pessoais e profissionais.
Este despacho produz efeitos a
30 de Outubro de 2009.
4 de Novembro de 2009. — O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes







Inaugurou ontem. Até 21 de Fevereiro.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes



Inaugura hoje.

 
Monumenta 2010: Christian Boltanski — Personnes





Inaugura hoje.

 
A ler

Pierre Assouline: Camus: petite piqûre de rappel.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

 
Livros esquecidos (27)



Este livro esquecido editado em 1984 é o resultado da colaboração entre Raymond Abellio e Charles Hirsch que partem de uma revisão profunda da obra de Abellio La Bible, document chiffré editado em 1950. Tendo como objectivo uma generalização da antiga guematria aplicada aos textos hebreus tradicionais, Abellio e Hirsch ultrapassam o plano puramente numerológico e fazem uma leitura ao nível semântico e fenomenológico numa tentativa de regresso ao significado arcaico das raízes hebraicas permitindo uma mudança de sentido relativamente às alegorias normalmente utilizadas. Obra complexa e difícil, talvez por isso muito esquecida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

 
Proposta atabalhoada



Começa daqui a pouco a ser discutida na AR a proposta do PS sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Embora o assunto me seja relativamente indiferente, não se pode deixar de notar, mais uma vez, a postura atabalhoada e pouco reflectida (para não dizer pouco séria) como o PS encara todo este problema. Mais uma vez, a coberto de uma máscara progressista, o PS revela o seu lado cinzento e inconsequente. É óbvio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo põe em causa todo o estatuto do casamento, como o poria o incesto ou a poligamia. A resposta do PS aqui revela, uma vez mais, falta de seriedade. Replica que, o problema da poligamia, por exemplo, não é da mesma categoria uma vez que a matriz judaico-cristã não o acolhe. Estabelece, assim, uma falsa hierarquia entre problemas de 1ª e problemas de 2ª, remetendo para uma espécie de preversão de raciocínio na medida em que, relativamente ao casamento entre homosexuais, a matriz judaico-cristã terá que se vergar ao peso de uma "conquista civilizacional" (veremos daqui a uns anos o quanto estas palavras custarão a "engolir"). Mas, na senda deste progressismo saloio, o PS não é capaz de levar o processo até às últimas consequências criando uma imensa trapalhada jurídica com o direito à adopção. Se, por um lado, nada impede o direito à adopção por parte de um indivíduo que assuma a sua homosexualidade, por outro, se esse indivíduo contraír matrimónio com alguém do mesmo sexo perde o direito que a lei lhe conferia. Ontem, na Quadratura do Círculo, António Costa argumentava que o direito à adopção não está contemplado nesta proposta do PS porque não há estudos suficientes que permitam concluír que os direitos da criança seriam assegurados. Ora, estudos há, o Dr. António Costa é que prefere não conhecê-los. E, no mesmo programa, Pacheco Pereira falou neles pela primeira vez (honra lhe seja feita) e de forma aberta, remetendo o progressismo socialista para o lugar que está reservado, ou seja, lugar nenhum. Os problemas do risco de pederastia associados ao casamento gay com adopção são reais e já verificados. E, aqui, a adopção surge apenas como um dos rastilhos desse problema porque este pode também verificar-se em casamentos entre homosexuais que já tragam filhos de outras relações heterosexuais anteriores. Disto o PS nem fala, preferindo ignorar ambas as realidades.
Por outro lado, a disciplina de voto exigida ao grupo parlamentar do PS numa questão que é obviamente uma questão de consciência, revela bem a postura autoritarista que emana do PM. Aliás, não se compreende como é que na AR a disciplina de voto continua ser a regra e a liberdade de voto a excepção. Como bem se observou no Insurgente esta semana, sendo assim, mais valia haver um único deputado por partido mandatado para votar por todos os seus colegas. As reuniões até podiam ser diárias, à hora do almoço no Gambrinus: representariam seguramente um imenso corte nas despesas do estado.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

 
Páginas notáveis (19)




La première phrase commence ainsi: il y a les couples. Il y a les couples, ceux qui sont dans les maisons, derrière le papier peint des murs: la fin des solitudes, la maladie organique de l'amour. Les corps sont appris. On sait leurs préférences, d'un jour à l'autre, d'une pièce à l'autre, le bruit des pas, les humeurs éternelles. On sait tout ce qui est à savoir, le bonheur, l'amertume, dans un sens, c'est pratique. Les choses qu'on ne sait pas, on s'en méfie. Elles n'entrent plus dans les gestes, dans les rêves. Elles échappent. La haine les mange, en silence, elle s'en nourrit. C'est la loi, la règle. E puis il y a l'autre solitude. On peut la découvrir, toujours. C'est comme une première fois. Elle ne part pas. Elle est là, toujours possible. Intacte, inutile. Celle de l'âme rompue, ravie. Celle de l'écriture. Je ne la reconnais qu'à l'instant de la perdre, au bord de trop parler. Je la vois à l'oeuvre dans la chambre des amants, dans ce silence sur eux comme la neige, comme le poids de la neige sur les cils, sur les dents. Les mots de l'amour sont comme l'amour que l'on fait, ils demandent la nuit, l'éclat sans égal de la nuit. On aime. On écrit. C'est pour ne pas mourir et c'est juste après la mort.


Ainsi commence la lettre que vous ne lirez pas.


Christian Bobin in L'Enchantement simple, 1986.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

 
Bertrand Russell


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