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quarta-feira, 27 de junho de 2007

 
Chute d'étoiles



Amanhã, Kabbale, religion, science: comment inspirer l'Art ?, mesa redonda com Jean-Pierre Brach, especialista em História do esoterismo na Escola Prática de Altos Estudos, Didier Kahn, especialista em História da alquimia, investigador do CNRS e Jackie Pigeaud, da Universidade de Nantes, especialista das relações entre arte e ciência no Renascimento. O debate será moderado por Marco Pasi, da Universidade de Amsterdam, especialista em História da filosofia hermética. A obra de Kiefer revela uma herança cultural complexa e densa que vai da Kabbala a diversos textos científicos. Às 19,30 h. no Grand Palais.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

 
Correio da Cassini



Strange New World: por entre as densas nuvens de Titan, a Cassini distingue continentes. A mancha branca na parte de baixo da imagem é Adiri. Estranho mundo novo.

terça-feira, 19 de junho de 2007

 
Chute d'étoiles



No dia 21, Le Romantisme aujourd’hui?, debate com Danièle Cohn, Eric Darragon e Werner Hoffman. Moderador Pierre Wat, professor de história de arte na universidade d’Aix-Marseille. A influência do romantismo na obra de Kiefer reconsiderado à luz das tragédias da História. De que romantismo se trata? Às 19,30 h. no Grand Palais.

No dia 22, Paul Celan lu par Hanns Zischler. O actor (também ensaísta e tradutor) Hanns Zischler — já dirigido por Steven Spielberg e Wim Wenders — irá ler uma selecção de poemas de Paul Celan. Com a colaboração do Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme. Às 19,30 h. no Grand Palais.

No dia 23, Anselm Kiefer vu par Paul Ardenne. O historiador de arte Paul Ardenne, autor de ensaios sobre arte contemporânea como L’Image-corps e Extrême, esthétique de la limite dépassée, propõe a sua visão particular da obra de Kiefer à luz da história da arte contemporânea recente. Às 19,30 h. no Grand Palais.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

 
Sol LeWitt



Inaugura amanhã no Bonnefantenmuseum, em Maastricht, a exposição da vasta colecção que o museu possui de obras de Sol LeWitt. Nascido em 1928 e falecido na passada Páscoa, Sol LeWitt foi um dos artistas dominantes, no pós-guerra, dos movimentos minimalista e conceptual. A exposição poderá ser vista durante todo o ano de 2007. Ler mais aqui.

 
Chute d'étoiles

Hoje, Anna Seghers lue par Andre Wilms. Em 1940, Anna Seghers, judia, em fuga para o México via Marselha escreve Transit, crónica de uma fuga, entre dois mundos igualmente estranhos: a Alemanha nazi e o país de exílio. Às 19,30 h. no Grand Palais.

Amanhã, Anselm Kiefer vu par le Louvre. Diálogo em torno da obra que Kiefer instalará, em Outubro próximo, no museu do Louvre. Depois de Braque, em 1953, Kiefer será o primeiro artista contemporâneo a criar uma obra especialmente para o Louvre. Neste debate participarão Marie-Laure Bernadac, Vincent Pomarède, Dominique Cordellier e Jean-Marc Terrasse. A conversa terá como temas as raízes do mundo judaico-cristão, a presença do Médio Oriente, os mitos egípcios e sumérios. Às 19,30 h. no Grand Palais.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

 
Direitos do homem


Foto de Henri Zerdoun


A noção de direitos do homem data de há dois séculos, mas só atingiu o apogeu da sua glória na segunda metade dos anos setenta do nosso século. Foi nessa altura que Alexandre Soljenitsyne foi banido da Rússia: a personagem extraordinária que ele era, enfeitada com uma barba e um par de algemas, hipnotizou os intelectuais do Ocidente com falta de grandes destinos. Graças a ele, com cinquenta anos de atraso, acabaram por reconhecer a existência de campos de concentração na Rússia comunista; até os homens progressistas reconheceram, subitamente, que prender pessoas por causa do que elas pensam não era justo. E para conforto da sua nova atitude, descobriram um excelente argumento: os comunistas russos atentavam contra os direitos do homem, solenemente proclamados pela própria Revolução Francesa!
Assim, graças a Soljenitsyne, a expressão "direitos do homem" redescobriu o seu lugar no vocabulário do nosso tempo; não conheço nenhum político que não invoque dez vezes por dia "a luta pelos direitos do homem" ou "os direitos do homem que foram violados". Mas como no Ocidente não se vive sob a ameaça dos campos de concentração, como se pode dizer ou escrever o que se quiser, à medida que a luta pelos direitos do homem ganhava em popularidade perdia todo o conteúdo concreto, para se transformar finalmente na atitude comum de todos perante tudo, uma espécie de estratégia que converte todos os desejos em direitos. O mundo tornou-se um direito do homem e tudo se transformou em direito: o desejo de amor em direito ao amor, o desejo de repouso em direito ao repouso, o desejo de amizade em direito à amizade, o desejo de guiar depressa de mais em direito de guiar depressa de mais, o desejo de felicidade em direito à felicidade, o desejo de publicar um livro em direito de publicar um livro, o desejo de se gritar à noite nas ruas em direito de gritar à noite nas ruas.


Milan Kundera in A imortalidade, 1990.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

 
Chute d'étoiles

Amanhã, Celan, Bachmann, la poesie en dialogue, mesa redonda com Bertrand Badiou, Andréa Lauterwein, Jean-Pierre Lefebvre e Françoise Rétif. A poesia de Paul Celan, o diálogo ininterrupto entre Kiefer e Ingeborg Bachmann, como se cria um diálogo à volta da poesia e como a pintura dialoga com a poesia. Às 19,30 h. no Grand Palais.

Amanhã, Jazz avec Paul Celan, as relações entre a poesia de Celan o o Jazz. Stéphane Tsapsis (piano), Thomas Benoit (contrabaixo), Nelly Lavergne (voz), Johan Guidou (bateria), Virgile Lefebvre (saxofones). Às 21,30 h. no Grand Palais.

 
A imagologia


Jacek Malczewski, «Paysage avec Tobie», 1904



Todas as ideologias foram vencidas: os seus dogmas acabaram por ser desmascarados como ilusões e as pessoas deixaram de os levar a sério. Por exemplo, os comunistas julgaram que a evolução do capitalismo empobreceria cada vez mais o proletariado: quando um dia descobriram que todos os operários da Europa iam de carro para o trabalho, sentiram vontade de gritar que a realidade fizera batota. A realidade era mais forte do que a ideologia. E foi precisamente nesse sentido que a imagologia a superou: a imagologia é mais forte do que a realidade, a qual de resto deixou há muito tempo de representar para o homem o que representava para a minha avó que vivia numa aldeia da Morávia e sabia tudo por experiência: como se coze o pão, como se constrói uma casa, como se mata o porco e como se faz carne fumada, com que se confeccionam os edredões, o que o senhor padre cura pensava do mundo e o que do mundo pensava o senhor mestre-escola; mantinha por assim dizer a realidade sob o seu controlo pessoal, de tal maneira que ninguém a poderia convencer de que a agricultura da Morávia estava a prosperar se não houvesse que comer lá em casa. Em Paris, o meu vizinho de patamar passa a maior parte do seu tempo sentado à secretária, diante de um outro empregado, depois volta para casa, acende a televisão para saber o que se passa no mundo, e quando o locutor, comentando a última sondagem, o informa de que para uma maioria de franceses a França é a campeã da Europa em matéria de segurança (li recentemente esta sondagem), ele, louco de alegria, abre uma garrafa de champanhe e nunca saberá que, no mesmo dia, na sua própria rua, foram cometidos três assaltos e dois assassínios.



Milan Kundera
in A imortalidade, 1990.


segunda-feira, 4 de junho de 2007

 
Andréa Lauterwein


Andréa Lauterwein ganhou, como autora, em Outubro do ano passado, o Prix Artcurial du livre d’art contemporain com a obra Anselm Kiefer et la poésie de Paul Celan. Neste muito interessante depoimento, ela fala-nos da obra de Kiefer e da poesia de Celan, temas da sua tese de doutoramento. A ver, aqui.

sábado, 2 de junho de 2007

 
A ver

A interessantíssima leitura feita por Danièle Cohn, filósofa, especialista em Estética e professora na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales da obra de Anselm Kiefer.
Obrigatório ver também aqui o diálogo entre Kiefer e Philippe Dagen gravado na École Normale Supérieure em 10 de Junho do ano passado.

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