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domingo, 25 de abril de 2004

 
Mais uma vez Rorty
Todos os seres humanos se fazem acompanhar de um conjunto de palavras que empregam para justificar as suas acções, as suas crenças e as suas vidas. São as palavras nas quais formulamos o louvor dos nossos amigos e atacamos os nossos inimigos ou nas quais formulamos os nossos projectos a longo prazo, as nossas dúvidas pessoais mais profundas e as nossas mais elevadas esperanças. São as palavras nas quais, por vezes prospectivamente e por vezes retrospectivamente, contamos a história das nossas vidas. Chamarei a essas palavras o «vocabulário final» de uma pessoa.
Esse vocabulário é «final» no sentido em que, se se lançar dúvida sobre o valor dessas palavras, o seu utilizador não tem qualquer recurso argumentativo não circular. Tais palavras constituem o ponto até onde ele pode ir com a linguagem: além delas não há mais do que uma passividade desamparada ou um recurso à força. Uma pequena parte de um vocabulário final é feita de termos delgados, flexíveis, ubíquos, tais como «verdadeiro», «bom», «certo» e «belo». A maior parte contém termos mais espessos, mais rígidos e mais locais, tais como, por exemplo, «Cristo», «o meu país», «padrões profissionais», «decência», «amabilidade», «a revolução», «a Igreja», «progressista», «rigoroso» ou «criativo». Os termos mais locais fazem a maior parte do serviço.

in Contingência, Ironia e Solidariedade, Cap. IV - Ironia Privada e Esperança Liberal

Deparo-me, diáriamente, com este problema de linguagem a nível pedagógico. É necessário, a cada passo, entender os contornos individuais desse «vocabulário final» de que Rorty fala e nunca deixar caír o interlocutor numa situação de argumentação circular. A provocação dessa argumentação circular tem que ter, à partida, garantias da abrangência de novos limites para esse específico «vocabulário final» e envolver a possibilidade efectiva da aquisição de novas fronteiras.



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