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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

 
A medição do tempo em que



Arnulf Rainer, Two Flames (Body Language), 1973.


XV, 18. E, no entanto, dizemos "tempo longo" e "tempo breve", mas não o dizemos senão em relação ao passado e ao futuro. Chamamos "longo" ao tempo passado, quando, por exemplo, ele é cem anos anterior ao presente. De igual modo, chamamos "longo" ao tempo futuro, quando ele é cem anos posterior ao presente. Por outro lado, chamamos "breve" ao tempo passado, se, por exemplo, dizemos "há dez dias", e "breve" ao tempo futuro, se dizemos "daqui a dez dias". Mas como é que é longo ou breve aquilo que não existe? Com efeito, o passado já não existe e o futuro ainda não existe. Não digamos, pois: é longo, mas, em relação ao passado, digamos: foi longo, e em relação ao futuro: será longo. Meu Senhor, minha luz, acaso também aqui a tua verdade não escarnecerá do homem? Quanto ao facto de o tempo passado ter sido longo, foi longo quando já era passado ou quando ainda era presente? Com efeito, ele só podia ser longo, quando havia alguma coisa que pudesse ser longa: na verdade, o passado já não existia; e por isso não podia ser longo o que não existe absolutamente. Não digamos, pois: o tempo passado foi longo - pois não encontraremos porque foi longo, uma vez que não existe a partir do momento em que se tornou passado - mas digamos: foi longo aquele tempo presente, porque era longo enquanto era presente. Ainda não tinha passado de maneira a não existir e, por isso, havia alguma coisa que podia ser longa; mas, depois de ter passado, nesse momento deixou também de ser aquilo que deixou de existir.

Santo Agostinho in Confissões, Livro XI.



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