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sexta-feira, 14 de outubro de 2005

 
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Dezassete haiku




1

O que disseram
a tarde e a montanha.
Já o perdi.


2

A vasta noite
agora não é mais
que uma fragrância.


3

É ou não é
o sonho que esqueci
antes da alba?


4

Calam-se as cordas.
A música sabia
tudo o que eu sinto.


5

Já não me alegram
estas amendoeiras.
Tua lembrança.


6

Obscuramente
livros, estampas, chaves
seguem-me a sina.


7

Desde aquele dia
que não movi as peças
no tabuleiro.


8

É no deserto
que acontece a aurora.
Alguém o sabe.


9

A espada ociosa
sonha com as batalhas.
Meu sonho é outro.


10

O homem morreu.
Mas a barba não sabe.
Crescem as unhas.


11

Esta é a mão
que por vezes tocava
o teu cabelo.


12

Sob o alpendre
o espelho não imita
mais do que a lua.


13

Sob essa lua
a sombra que se alarga
é uma só.


14

É um império
essa luz que se apaga
ou um pirilampo?


15

A lua nova.
Ela também a vê
da outra porta.


16

Longe, um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.


17

A velha mão
insiste em traçar versos
prò esquecimento.


J.L. Borges in A cifra, 1981.



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