<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6432744\x26blogName\x3dANTES+DE+TEMPO\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dSILVER\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://antesdetempo.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://antesdetempo.blogspot.com/\x26vt\x3d685797521404101269', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

 
A guerra do futuro, agora




Há muitos anos, Agostinho da Silva falava-me das guerras do futuro. Dizia-me, com aquela certeza quase profética que marcava o seu discurso, que as guerras do futuro seriam as guerras que os excluídos, os deserdados, empreenderiam contra o império. O império somos nós: o império da energia, do bem-estar, da segurança, do vislumbre do futuro. O império da imaginação, da criatividade, do sonho, instituído como realidade. O império da riqueza, por vezes do luxo mais irracional. Um império que, progressivamente, e tantas vezes de forma hipócrita, trocou os valores do humanismo por um humanitarismo piegas e ineficaz. Um império que não entendeu, a tempo e horas, a abrangência disciplinada mas benevolente e, sobretudo, os valores da dádiva sem lucro imediato. Um império que olha demais o seu próprio umbigo. Mas, principalmente, um império que esqueceu que, mais do que a finitude que nos caracteriza, a grande bitola humana chama-se sofrimento. É esta a charneira. É aqui que as coisas podem passar e passam para a ordem do insuportável. Obviamente que em tudo isto está a hipocrisia insustentável do modelo social europeu. Obviamente que em tudo isto há o aproveitamento do radicalismo islâmico. Mas não foi sempre assim que os radicais recrutaram os seus soldados? Não foi sempre explorando a insuportabilidade do sofrimento?
Agostinho da Silva tinha razão. O ataque contra o império está aí. Da parte dos excluídos, dos deserdados, da parte daqueles a quem está vedado outro sonho que não se chame vingança.



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?