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quinta-feira, 27 de julho de 2006

 
Eyes Wide Shut

Alguns intelectuais da nossa praça têm vindo, nos últimos dias, a erguer um veemente protesto em relação aos ataques israelitas no sul do Líbano. Estes protestos vão da mais ostensiva condenação à mais moderada e envergonhada acusação, remetendo para as ideias de desproporção da resposta israelita. Também na blogosfera, Vital Moreira, por exemplo, no Causa Nossa escreve post atrás de post condenando a desproporção da resposta e a suposta "azelhice" da força aérea israelita. Devo confessar que o que me tem surpreendido nos últimos dias é, de facto, a desproporção mas em sentido contrário. O que me tem surpreendido é a resposta contida e quase cirúrgica de Israel.
A palavra de ordem em Israel, desde a sua fundação, é defesa. O estado judaico vive rodeado de países inimigos que têm como objectivo a aniquilação da sua existência. A defesa de um país como Israel tem, necessáriamente, que ser feita para além das suas fronteiras. Basta olhar para um mapa para se entender a vulnerabilidade daquele país.
O Hezbollah é uma organização terrorista que desencadeou ataques contra Israel, tomando, igualmente, de forma prepotente, a autoridade do governo libanês, legítimamente eleito, para os desencadear a partir de território libanês e arrogando-se, assim, da prerrogativa do governo de controlar o seu território e tomar decisões de guerra e paz.
O bombardeamento de bairros periféricos de Beirute não é, seguramente, um mero jogo de perícia da força aérea israelita. Todos sabemos que Israel tem, provavelmente, os melhores serviços secretos do mundo. Obviamente que há que lamentar a morte de alguns inocentes. Mas os bombardeamentos cirúrgicos da força aérea israelita correspondem, seguramente, a informações precisas sobre a localização das células do Hezbollah.
Esta noite foi anunciado na Sic Notícias a declaração da Al Quaeda relativamente ao seu envolvimento e à sua participação neste conflito. Lembro, aqui, aquilo que Bin Laden escreveu em 1998:
(...)So now they come to annihilate what is left of this people and to humiliate their Muslim neighbors.
Third, if the Americans' aims behind these wars are religious and economic, the aim is also to serve the Jews' petty state and divert attention from its occupation of Jerusalem and murder of Muslims there.
A Al Quaeda, ao contrário de alguns dos nossos intelectuais, está absolutamente consciente de que o estado de Israel é, efectivamente, o primeiro bastião de defesa do Ocidente. E será sempre um alvo prioritário a aniquilar numa guerra santa. Infelizmente, estamos a perder a guerra. De olhos bem fechados.



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