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sábado, 24 de fevereiro de 2007

 
Uma estrada no campo. Uma árvore. Anoitecer




Estragon — Vamos enforcar-nos agora mesmo!
Vladimir — Num ramo? (Aproximam-se da árvore.) Não me parece de confiança.
Estragon — Não se perde nada em experimentar.
Vladimir — Força.
Estragon — Primeiro tu.
Vladimir — Não senhor, primeiro tu.
Estragon — Porquê eu?
Vladimir — Porque és mais leve do que eu.
Estragon — Por isso mesmo!
Vladimir — Não percebo.
Estragon — Puxa lá pela cabeça.
Vladimir pensa
Vladimir(finalmente) Continuo a não perceber.
Estragon — Então é assim. (Pensa.) O ramo... o ramo... (Zangado.) Puxa lá pela cabeça!
Vladimir — És a minha única esperança.
Estragon(com esforço) Gogo leve — ramo não partir — Gogo morto. Didi pesado — ramo partir — Didi sozinho. Porque se —
Vladimir — Não tinha pensado nisso.
Estragon — Se puder contigo pode com qualquer coisa.
Vladimir — Mas será que eu sou mais pesado do que tu?
Estragon — Lá isso não sei. O que é que tu achas? Há cinquenta por cento de hipóteses. Ou quase.
Vladimir — E então, o que é que fazemos?
Estragon — Deixa estar. O melhor é não fazermos nada. É mais seguro.
Vladimir — Vamos esperar para ver o que é que ele diz.
Estragon — Quem?
Vladimir — O Godot.


Samuel Beckett in À espera de Godot, Acto I.

(Imagens: Hanno Baumfelder). Aqui.



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