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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

 
JPP pergunta:

Será que Vossa Excelência me permite fazer perguntas sobre as “inexactidões” (para usar um eufemismo) do seu currículo profissional colocado no sítio oficial do Governo, como se faz em todas as democracias?


Será que Vossa Excelência me permite inquirir sobre os projectos das casas que assinou na Câmara ao lado daquela de que era assalariado e porque razão os beneficiados pelo seu desenho técnico aparecem a dizer que nunca lhe pediram ou pagaram esses serviços, quando já era dirigente do PS, ou seja homem público, ou isso só se pode fazer para a Sarah Palin?

Será que Vossa Excelência me permite por em causa o seu uso criativo das estatísticas que dão Portugal como vivendo melhor e os portugueses como tendo mais emprego, quando há uma quebra real da qualidade de vida e um aumento recorde do número de desempregados?

Será que Vossa Excelência me permite interpretar as palavras do Presidente da República como sendo uma crítica pública ao facto de confundir propaganda com realidades e, no fundo, não saber o que fazer a não ser mais da mesma propaganda?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre os resultados do seu governo nas condições excepcionais que teve, maioria absoluta, presidente cooperante, que se arriscam a ser inferiores ao governo de Santana Lopes, com excepção do controlo do défice, exactamente aquilo que nunca prometeu fazer porque o “que contavam eram as pessoas e não os números”?

Será que Vossa Excelência me permite lembrar aos portugueses que todos os números decisivos da economia portuguesa já eram maus antes da crise internacional, que agora serve de pretexto para encobrir o falhanço da política do governo?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar se as suas declarações de comício atacando a bolsa, para gáudio da esquerda do seu partido, não são as mais inconvenientes para um Primeiro-ministro numa economia de mercado?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão a televisão pública, que é paga com os nossos impostos e que superiormente dirige através de uma cadeia hierárquica que começa em si, passa pelo ministro da tutela, pelo conselho de administração e termina nos directores por ele nomeados (por si também à distância), lhe dá todos os dias prime time sem critérios jornalísticos que o justifiquem?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre todo este estendal de ofertas do “Magalhães” nas escolas, sobre quem o pagou, como foi feita a escolha deste computador, da fábrica que o produz sem concurso público, que compromissos tem o governo com essa empresa, que pedagogos disseram ao governo que era útil as crianças do básico terem computadores individuais, etc,, etc,?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão as empresas a quem o estado deve dinheiro manifestam publicamente receio de que o seu nome surja nas listas públicas de credores do estado, com medo de represálias?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão cada vez mais os grandes negócios públicos se fazem no seu e no gabinete dos ministros, sem escrutínio, evitando concursos públicos, anunciando tudo como facto consumado em nome da “eficácia” e se não o preocupa o enorme potencial para o tráfico de influência e corrupção que tais práticas permitem?

Será que Vossa Excelência me permite lembrar, mais do que lembrar, exigir, a divulgação pública dos estudos respeitantes à relação custo-benefício do gigantesco programa de obras públicas que o seu governo anunciou?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre como é que num momento em que todos os governantes passam horas e horas a trabalhar a tentar resolver a crise financeira, a sua alta figura arranja todos os dias muito tempo, para fazer sessões de propaganda, como se estivesse desocupado da governação?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão sendo Primeiro-ministro passa todo o tempo a falar de politiquices e a atacar a oposição como se fosse apenas secretário-geral do PS em ano eleitoral?

Será que Vossa Excelência me permite continuar a perguntar a lista infinda de coisas que exigem ser escrutinadas por detrás das nuvens da propaganda, da enorme complacência dos interesses instalados e da escassa independência das pessoas num pais como o nosso e num governo com o estilo de pau e cenoura como o seu?

Etc., etc.



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