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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

 
Cores

Os Pardos viviam fora da cidade. A família de avó, pais e dois filhos não se preocupava muito com a vida nos grandes meios — levavam-se no existir pela periferia. Várias vezes já os Pardos tinham mudado de arredores: de Algés ultrapassaram-se para Sete Rios e mais tarde para a Amadora. Formavam meio-alegres um semicírculo que ia de ponta a ponta do Tejo deixando a capital englobada pelo seu aspecto dromedário.

A avó dos Pardos permanecia no estado de viúva desde a primeira guerra mundial. Não que o marido se tivesse uniformizado para ir a campanhas de França ou de terras escuras de Angola, mas sim por ter caído de cama com a bicha da pneumónica a roer-lhe os bofes. Tinha sido uma morte de segunda classe num dia cinzento e sem futuro. O marido nem sequer era sargento. Nesse dia o céu mesclara-se sujo desde a manhã e, quando o esquife saiu para o Alto de São João, todos de preto se puseram em andamento. Estava um céu a ameaçar chuva de trovoada — coisa sufocante para quem ia no caixão.


Ruben A.
in Cores, 1960.




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