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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

 
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Para que o horror seja perfeito, César, acossado ao pé de uma estátua pelos impacientes punhais dos seus amigos, descobre entre as caras e as lâminas a de Marco Júnio Bruto, seu protegido, talvez seu filho, e deixa de se defender, exclamando: "Também tu, meu filho!" Shakespeare e Quevedo recolhem o patético grito.
Ao destino agradam as repetições, as variantes, as simetrias; dezanove séculos depois, no Sul da província de Buenos Aires, um gaúcho é agredido por outros gaúchos e, ao cair, reconhece um afilhado seu e diz-lhe com mansa reconvenção e lenta surpresa (estas palavras têm de ser ouvidas, não lidas): "Pero, che!" Matam-no e não sabe que morre para que se repita uma cena.


Jorge Luis Borges, A trama in O Fazedor, 1960.



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